Tarte de ricotta com tomate e manjericão

Chá das Cinco: Receita de tarte de ricotta com tomate e manjericão

Já vos tinha andado a tentar, no instagram, com a tarte de ricotta, tomate e manjericão, mas ainda não a tinha feito para o blog. Quando a Joana cá veio ao brunch, aproveitei e fiz a tarte para a opção salgada do brunch. Embora, desta vez, tenhamos comido a tarte como parte do brunch, esta tarte é óptima para um almoço mais leve e fresco no verão, principalmente se acompanharem com uma salada verde.

Chá das Cinco: Receita de tarte de ricotta com tomate e manjericão

Quando morei em Itália tinha um manjericão enorme, que comprei já grande, num vaso de barro, e que, por mais folhas que eu colhesse, parecia estar sempre vivo e frondoso. Já cá, por mais que tente, as minhas plantas de manjericão continuam a não crescer e, depois de fazer um pesto, ficam nuas e parecem não recuperar, por mais cuidados que eu tenha. Será que é do ar de Portugal vs. o ar de Itália?

Chá das Cinco: Receita de tarte de ricotta com tomate e manjericão

Embora seja importante utilizar manjericão fresco, o tomate é à vossa escolha: eu prefiro o tomate coração de boi, ou rosa, dependendo da parte do país, que é mais doce e frutado, mas qualquer tomate fresco ficará bem.

Tarte de ricotta com tomate e manjericão

  • Servings: 8 fatias
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Chá das Cinco: Receita de tarte de ricotta com tomate e manjericão

Ingredientes

Massa

  • 210 g farinha sem fermento
  • 1 c. sal
  • 75 g manteiga sem sal
  • 30 ml leite, gelado
  • 30 ml água, gelada

Recheio

  • 500 g ricotta (2 embalagens)
  • 2 ovos
  • 2 c. sal
  • 1 1/2 chávenas folhas de manjericão
  • 3 tomates, grandes
  • sal, azeite e vinagre balsâmico q.b.

Preparação

Massa

  1. Num robot de cozinha (ou na Bimby em velocidade 5) misture a farinha e o sal;
  2. Junte a manteiga e triture apenas uns segundos – a manteiga não deve aquecer nem formar uma pasta;
  3. Junte a água e o leite gelado e triture novamente até homogéneo, mas sem deixar que se forme uma bola, a massa deve estar em pedaços;
  4. Com as mãos, forme uma bola achatada e embrulhe em película aderente. Reserve no frigorífico durante, pelo menos, meia hora;
  5. Pré-aqueça o forno a 190ºC e unte a forma da tarte com manteiga;
  6. Polvilhe uma superfície de vidro ou mármore com farinha e estique a massa, com a ajuda de um rolo de cozinha polvilhado com farinha, até ter cerca de 3 mm de espessura;
  7. Enrolando a massa esticada no rolo, transfira-a para a tarteira;
  8. Calque ligeiramente para que a massa fique junto ao fundo e às laterais. Acerte o rebordo da massa dobrando-o para fora;
  9. Cubra a massa com uma folha de alumínio e despeje sobre esta feijão ou grão seco ou berlindes de cozedura;
  10. Leve ao forno 15 minutos. Deixe arrefecer ligeiramente antes de retirar o feijão e a folha de alumínio.

Recheio

  1. Num robot de cozinha (ou na Bimby em velocidade 5) misture o queijo ricotta, os ovos, o sal e uma chávena de folhas de manjericão, até criar uma pasta;
  2. Verta a mistura sobre a base pré-cozinhada e leve ao forno durante 45 a 50 minutos ou até o recheio estar cozido e ligeiramente corado. Deixe arrefecer 30 minutos sobre uma grelha;
  3. Corte o tomate em rodelas e decore a tarte com o tomate e as restantes folhas de manjericão. Tempere com sal, vinagre balsâmico e azeite;
  4. Sirva fria.

1 fatia: 287 calorias, 17 g gordura, 25 g hidratos de carbono, 10 g proteina

Conseguem manter as plantas de manjericão? Qual o truque?

Fotografia de Joana Cardoso

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Hambúrguer de peixe com maionese de lima e piri-piri

Hamburguer de peixe com maionese de lima e piripiri

Embora saiba que convém comer mais peixe do que carne, a rotina leva-me a fazer exactamente o oposto. Não gosto de peixe cozido e grelhar peixe num apartamento também não é boa ideia, por isso ando sempre à caça de formas criativas de incluir mais peixe no meu dia-a-dia.

Hamburguer de peixe com maionese de lima e piripiri

Este hamburguer (que também já experimentei em wrap) é uma das receitas que repito sempre que começo a exagerar nas doses de carne. Pode ser feito com quase qualquer peixe branco em filetes, que eu compro congelados, e por isso não implica planear com antecedência. Para além disso eu tenho a sorte de viver por cima de uma padaria onde posso comprar pão de hambúrguer a qualquer hora do dia, todos os dias; quem não tem a mesma sorte pode substituir o pão de hambúrguer por qualquer outro tipo de pão.

Hamburguer de peixe com maionese de lima e piripiri

Não é só o pão que pode ser substituído: eu prefiro, por exemplo, rúcula em vez da alface que utilizei nestes, e pode-se acrescentar os coentros ao pão ralado para um sabor mais forte. Para além disso esta receita não tem quantidades, o melhor é fazer mesmo ao próprio gosto.

Hambúrguer de peixe com maionese de lima e piri-piri

Hamburguer de peixe com maionese de lima e piripiri

Ingredientes

  • Sobras de pão
  • Alho
  • Sal
  • Filetes de peixe branco
  • Ovo batido
  • Azeite
  • Maionese
  • Sumo de lima
  • Piri-piri
  • Tomate
  • Alface
  • Coentros
  • Pão de hambúrguer

Preparação

  1. Num robot de cozinha (ou na Bimby em velocidade 10 durante cerca de 30 segundos) triture as sobras de pão, o alho e o sal, para formar um pão ralado aromatizado;
  2. Seque bem os filetes de peixe com papel de cozinha e passe-os no ovo e, depois, no pão ralado aromatizado;
  3. Numa frigideira bem quente, frite os filetes de peixe panados com uma ou duas colheres de azeite, até dourados;
  4. Dilua a maionese com o sumo da lima e junte o piri-piri a gosto;
  5. Monte o hamburguer, colocando sobre a base o tomate, os filetes de peixe panados, a alface e os coentros;
  6. Barre o interior do topo do pão com a maionese de lima e piri-piri imediatamente antes de servir.

1 hambúrguer: 580 calorias, 30 g gordura, 44 g hidratos de carbono, 36 g proteina

Preciso de outras formas de comer peixe; o que me aconselham a experimentar?

Stanislav Avenida

Stanislav avenida review

Vim a Lisboa esta semana para celebrar os 78 anos da minha avó Dolores e a força e vontade com que ainda leva a vida; reformada há tantos anos e ainda é preciso ligar a perguntar se está em casa!

Eu e a minha mãe somos muito de experimentar sítios novos e cozinhas diferentes, por isso levámos à minha avó ao Stanislav Avenida, restaurante de inspiração russa, que fica mesmo por trás do Tivoli Fórum, em Lisboa. Para quem vai de carro, o mais simples é estacionar no parque do Tivoli Forum; quem chega de transportes deverá sair na paragem do metro Avenida.

Beringelas "Stanislav" - Stanislav Avenida
Beringelas “Stanislav”

O espaço é pequeno e muito acolhedor, o que convida a um almoço demorado. Tem um ambiente familiar e tradicional, um bocadinho como se entrássemos dentro da casa de uma avó de leste, estado de espirito que também o staff faz passar através da atenção e disponibilidade.

Stroganoff de frango - Stanislav Avenida
Stroganoff de frango

Durante a semana há um menú de almoço, a 15€, que inclui sopa, prato (há sempre duas opções), sobremesa e bebida. Já a escolha à carta, que fica por 25€/pessoa em média, conta com diversas entradas, como as Beringelas “Stanislav” com queijo Brinza, vários pratos de carne e peixe, incluindo o novo Tartar de Salmão, e as sobremesas, de onde experimentámos o bolo Napoleão e o Ptichie Moloko – o primeiro era óptimo e segundo deixou um pouco a desejar.

Bolo Napoleão - Stanislav Avenida
Bolo Napoleão

O restaurante, também presente em Cascais, está aberto ao almoço e jantar de segunda a sábado, mas é aconselhável reservar mesa, mesmo durante a semana, o que pode ser feito por telefone, e-mail ou através da aplicação Best Tables.

Caril vegetariano de beringela

Caril vegetariano de beringela

Quando tinha 14 anos, depois de pensar sobre o porquê de comermos animais, decidi ser vegetariana. Na altura não percebia muito bem o que isso implicava, excepto que não comia carne/peixe e, por isso, fiz um vegetarianismo que mais parecia farinhismo – porque eu achava que não gostava de vegetais, a minha alimentação era à base de farinhas e não de vegetais. Como podem imaginar isto não correu lá muito bem, não só pelo peso que ganhei, mas porque tive deficiências de várias vitaminas, o que levou a queda de cabelo e falhas de memória.

Caril vegetariano de beringela

Nos cinco anos em que fui vegetariana, nunca aprendi a gostar, realmente, de vegetais. Foi preciso apaixonar-me pela culinária e aprender a comer de forma saudável para descobrir o quão bons podiam, realmente, ser os vegetais. No entanto, não sei se porque o Ruca pergunta sempre pela carne, se por hábito, hoje em dia é raro fazer refeições estritamente vegetarianas.

Caril vegetariano de beringela

Há umas semanas cruzei-me com o blog Nem acredito que é saudável! e com a receita de Caril de beringelas que a Sara propõe. Eu adoro caril e faço muitas vezes, porque é que nunca tinha pensado em fazer-lo só com vegetais?

Caril de beringela

Caril vegetariano de beringela

Ingredientes

  • 1 cebola picada
  • 3 C. azeite
  • 2 beringelas grandes, cortadas em cubos
  • 1 C. Garam masala ou caril
  • sal
  • 400 ml leite de côco (1 lata)
  • 400 g tomate em pedaços (1 lata)
  • coentros para decorar
  • pão naan ou arroz basmati para servir

preparação

  1. Refogue a cebola picada no azeite bem quente até estar transparente e macia, cerca de 7 minutos;
  2. Junte as beringelas cortadas em cubos e saltei-as até que ganhem cor. Junte mais azeite se necessário;
  3. Tempere com garam masala e sal;
  4. Junte o tomate em pedaços e o leite de côco. Deixe cozinhar em lume brando, mexendo ocasionalmente, durante cerca de 20 minutos ou até o molho ficar espesso e as beringelas cozinhadas;
  5. Rectifique os temperos;
  6. Sirva polvilhado com coentros frescos, acompanhado de pão naan ou arroz basmati.

1 dose: 317 calorias, 24 g gordura, 24 g hidratos de carbono, 5 g proteína

Costumam comer comida vegetariana? Quais são os vossos pratos preferidos?

Peito de frango Margherita

Peito de frango recheado Margherita - Chá das Cinco - blog

Como era de imaginar, morar um semestre em Itália deixou-me ainda mais apaixonada pela cozinha italiana do que já era. Fiquei viciada em gelato, em cappuccino, em focaccia e, especialmente, em pizza. Mas não foi em qualquer pizza que me apaixonei – foi na Margherita, a mais simples das pizzas. Diz-se que a pizza Margherita terá sido concebida com as cores da bandeira nacional – verde, branco e vermelho – para servir a Rainha Margherita di Savoia, em 1889, numa visita Nápoles. Este mito já foi, no entanto, refutado por um historiador que diz que o nome vem mesmo do desenho feito pela disposição das fatias do queijo mozzarella na pizza.

Peito de frango recheado Margherita - Chá das Cinco - blog

Seja qual for a origem, eu sou fã.
O frango recheado não é a mesma coisa que comer uma pizza acabadinha de cozer, mas é uma alternativa um bocadinho mais saudável e bastante mais rápida de preparar.

Peito de frango recheado Margherita - Chá das Cinco - blog

Na altura de comprar mozzarella verifiquem a qualidade – não há nada como a verdadeira mozzarella de búfala, não se deixem levar pela de vaca (mais comum).
Esqueço-me sempre de comprar cordel de cozinha, mas há sempre linha em casa e dá para improvisar, para além disso, não fica bem a linha dourada?

Peito de frango Margherita

Peito de frango recheado Margherita - Chá das Cinco - blog

Ingredientes

  • 2 meios-peitos de frango
  • 1 bola de queijo mozzarella
  • 1 molho de folhas de manjericão (cerca de 12 folhas)
  • 1 tomate grande
  • sal e pimenta q.b.

Preparação

  1. Abra os peitos de frango e tempere-os com sal e pimenta;
  2. Corte o queijo e o tomate às tiras e separe as folhas lavadas;
  3. Disponha o queijo, o tomate e as folhas de manjericão no centro do peito e enrole-o sobre si mesmo. Utilize uma corda de sisal para cozinha e amarre o peito de frango enrolado, de forma a manter o recheio preso;
  4. Grelhe em lume brando, rodando para que todos os lados fiquem completamente cozinhados;
  5. Sirva simples ou com molho de tomate e manjericão.

1 peito recheado: 340 calorias, 18 g gordura, 4 g hidratos de carbono, 36 g proteina